O que é a calvície?

É o processo no qual se perde mais cabelo do que é reposto, onde pode haver recuperação total, parcial ou nula do cabelo na área afetada, seja ela no couro cabeludo ou no corpo. Afeta em maior porcentagem os homens, atribuídos a fatores hormonais, em razão da ação da testosterona sobre a raiz do cabelo, e hereditários. Entretanto, como é uma afecção multifatorial existem outras causas, como os hábitos biopsicossociais da pessoa.
Quais as causas da calvície?
As duas principais causas da queda permanente dos cabelos são a hereditariedade e os hormônios masculinos. Ambos promovem a atrofia dos folículos (bulbos) capilares e aceleram a queda definitiva.
Excesso de oleosidade, típico da dermatite seborreica, a aplicação exagerada de produtos químicos, distúrbios da tireoide, má alimentação, carência de vitaminas, certos medicamentos e estresse são outros fatores que levam à queda do cabelo. Após cirurgias e partos e durante as aplicações de quimioterapia, a perda capilar pode ser mais intensa, mas é passageira. Nesses casos, cessada a causa, o cabelo volta a crescer.
Quais os tipos de calvície?
Existem vários tipos de calvície. Conheça quais são:

Androgenético: causa mais frequente de alopecia entre homens, afeta também mulheres. Começa a se manifestar entre a puberdade e vida adulta, tendo vários graus. Como o próprio nome diz, é uma associação de fatores genéticos com o hormônio sexual masculino, a testosterona.

Areata: este tipo está relacionado especialmente a fatores autoimunes. Seu agravamento é influenciado pelo emocional. A alopecia areata é caracterizada pela perda rápida, parcial ou total de pelos em uma ou mais áreas do couro cabeludo ou ainda no rosto, afetando a barba, sobrancelhas, púbis, etc. O renascimento dos pelos pode ocorrer espontaneamente em alguns meses, porém, em alguns casos, a doença progride, podendo atingir todo o couro cabeludo (alopecia total) ou todo o corpo (alopecia universal).

Congênita: ligada a fatores hereditários, com ausência total ou parcial desde o nascimento.

Eflúvio: também chamada de deflúvio, é a causa mais comum de perda de cabelos entre as mulheres. Consiste na quebra harmoniosa do ciclo de vida capilar, tendo várias causas. Normalmente, responde bem aos tratamentos médicos.
Endócrinas: causada pele hipertireoidismo ou hipotireoidismo.

Medicamentosa: existem determinados medicamentos, (caso dos anticoagulantes, medicamentos psiquiátricos, anticonceptivos orais, tratamentos de quimioterapia, etc.) que podem provocar perda da espessura do fio, até chegar a sua queda;
Como evitar a calvície?

Ainda que possa ter causas diversas, há algumas formas de prevenção. Fique atento à elas:
Atenção aos primeiros sinais
O primeiro passo para evitar que a calvície se desenvolva é identificar o problema e se atentar aos sinais que podem surgir já na adolescência ou durante a vida adulta. É preciso ficar atento quando houver escassez dos fios no redemoinho e nas estradas laterais. Além disso, é importante verificar se há histórico de calvície em parentes próximos. Quanto mais cedo for iniciada a prevenção ou o tratamento, menor será o impacto da doença.
Cuidados com a alimentação
A alimentação é um aspecto que afeta amplamente as funções do nosso corpo, incluindo o crescimento e saúde dos fios. Os alimentos saudáveis e naturais, como as frutas, legumes, sementes, etc, são ricos em vitaminas e outros nutrientes essenciais para a saúde e impactam diretamente no cabelo. Por isso, homens e mulheres que sofrem de anemia, perderam muito peso e têm dietas muito restritivas ou pouco saudáveis são mais susceptíveis à queda, enfraquecimentos dos fios e, consequentemente, à calvície.
Cirurgia preventiva
A cirurgia preventiva é bastante eficaz e consiste em um implante capilar. Ela pode ser feita quando a doença ainda não impactou completamente os cabelos, no caso de cânceres. Nesse procedimento são utilizados fios saudáveis e de áreas definitivas, ou seja, aquelas partes que geralmente não prejudicadas pela calvície. Esses fios são implantados nas áreas de queda. Dessa forma, à medida que a doença vai se alastrando e os fios originais vão sumindo, ainda devem permanecer os implantados.
Diagnóstico logo no início

Ao identificar os primeiros sinais da calvície, é ideal procurar um médico especialista, como um dermatologista, para avaliar o caso, diagnosticar as causas e orientar o tratamento adequado. Só assim é possível prevenir a calvície e não deixar que esse problema afete sua saúde e autoestima.
Como tratar a calvície?

As pessoas com calvície podem recorrer a tratamentos dermatológicos e farmacológicos. Existem algumas opões no mercado, como Minoxidy, Alozex e Finasterida, com fatores de crescimento. Eles têm tido bons resultados no tratamento de queda de cabelo, com relativos efeitos secundários, se excedida a quantidade de dose.
É possível usar ainda o Minoxidil injetável. O plasma rico em plaquetas é outra novidade para tratar a calvície. Esse material ajuda a regeneração da célula no couro cabeludo, porque aporta fatores de crescimento diretamente ao tecido capilar.
Já na área cirúrgica, existem outras alternativas, como o microenxerto ou enxerto de pelo. Essa técnica consiste em transplantar o cabelo das áreas onde o é sempre mantido, como na nuca ou nos dois lados da cabeça, nas quais a genética não atua, para regiões com escassez ou falta de cabelos afetados pela alopecia.
Hey,
o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.